Colonização do Norte do Paraná

londrina

Firmado em 1906, o acordo ou convênio de Taubaté tinha como objetivo valorizar o preço do café, impossibilitando a expansão dos cafezais nas regiões de Minas e São Paulo. Entretanto, algumas empresas foram buscar fora desses limites o aumento da produção. Um movimento nesse sentido acabou por forçar o desenvolvimento do norte do Paraná. Foi nesse momento que um grupo de capitalistas ingleses chefiados por Lord Lovat visitou a faixa de terras existente entre os rios Tibagi, Ivaí e Paranapanema.  Entusiasmados pela exuberância da terra, adquiriram do Governo do Estado do Paraná 500.000 alqueires de terras nessa região e fundam a “Companhia de Terras do Norte do Paraná” – empresa que tinha como maior acionista a inglesa Paraná Plantation, e que posteriormente seria nacionalizada por Getúlio Vargas. A intenção era lotear as terras, vendendo as propriedades para pequenos poupadores e alguns imigrantes, além de lucrar com a exploração da infra-estrutura. A Paraná Plantation foi responsável pela extensão da linha férrea até a região, e pela fundação de cidades como Londrina, Maringá, Paranavaí, Marialva, entre outras.

O que se nota de mais extraordinário na colonização do norte do Paraná é a perfeita simetria e planejamento dessas cidades. Não obstante a proximidade existente entre elas, chama atenção a organização das quadras e das áreas destinadas a determinados fins como, por exemplo, os locais reservados para a prática da prostituição.

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