Modernidade e Holocausto

modernidade_holocausto_bauman_025125O anti-semitismo não foi exclusividade da Alemanha, e nem esse o país em que esse sentimento se manifestou de forma mais forte. Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, se opõe à explicação de que houvesse um anti-semitismo cravado na cultura e no estado germânico.  Pelo contrário, o holocausto se explica pela sua racionalidade, possível devida às estruturas burocráticas e administrativas do Estado moderno. Bauman desconstrói a tese de que o nazismo é um desvio de racionalidade, ou o extremo da barbárie, segundo o autor, a crença no progresso e na razão também se encaixam no nazismo, e o extermínio é uma das faces da modernidade.

O ódio ao judeu existe desde sempre, e não pode ser fator de explicação para o holocausto. No século XIX, a experiência com o outro não é mais apenas uma heterofobia, fundamentada no medo e na ameaça exercida pelo diferente, pela primeira vez institucionaliza-se o racismo, com todo um discurso de cunho científico que ampara as políticas raciais exercidas pelo Estado nazista. A palavra eugenia significa boa geração, e o extermínio tinha, antes de tudo, uma função de darwinismo social.

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3 opiniões sobre “Modernidade e Holocausto”

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