Brave New World

Admirável Mundo Novo é um dos grandes clássicos que a literatura do século XX produziu. Aldous Huxley (1894-1963) escreveu a obra em 1932, antevendo um futuro cientificamente evoluído, porém altamente desumanizado. Na Ficção de Huxley, as pessoas deixaram de nascer para serem “decantadas” em laboratório – função do Estado totalitário que detém o monopólio sobre a reprodução humana. Desde os primeiros momentos de vida, as crianças são “predestinadas” para funções sociais específicas – num sistema semelhante ao de castas – através não somente de seu desenvolvimento biológico, mas também pela doutrinação via repetição incessante da ideologia do poder dominante – inclusive durante o sono dos pequeninos. A estabilidade social fora conquistada através da supressão de Deus, da literatura, do livre pensamento e pelo incentivo massivo ao consumo. Já a felicidade, atingida mediante quantidades racionadas de soma – uma droga utilizada para fugir da realidade, sem indesejados efeitos colaterais, e distribuída pelo Estado.

Não bastasse a enorme importância política da obra, como narrativa o trabalho é magnífico. É encantador acompanhar a trajetória de Bernard Marx, Lenina (os nomes são sim referência aos pensadores do comunismo) e o Selvagem – que não para de citar Shakespeare – em meio à massiva civilização do futuro.

Fica a critério do leitor manusear a interpretação da metáfora à realidade social.

Leitura obrigatória. Recomendação absoluta do blog.

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