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O que a Coreia fez e o Brasil não

Artigo publicado inicialmente na Gazeta do Povo por José Pio Martins.

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Um dos mais extraordinários exemplos de crescimento econômico e superação da pobreza no pós-guerra é a Coreia do Sul. Há 70 anos, o país era pobre. Em 1945, foi dividido em dois: a Coreia do Norte, que permanece uma ditadura comunista miserável e atrasada até hoje; e a Coreia do Sul, que assombrou o mundo com seu desenvolvimento e continua a dar lições de como crescer e progredir.

Com 50 milhões de habitantes, a Coreia tem renda per capita de US$ 30 mil, contra US$ 11 mil do Brasil. É um dos países mais desenvolvidos do mundo, que se destaca por sua moderna indústria nacional, altas tecnologias e elevado nível de bem-estar social. Com população quatro vezes maior, o Brasil não tem uma única marca de veículos genuinamente nacional, e somos compradores dos produtos das coreanas Hyundai e Kia, além de outras gigantes como Samsung e LG.

Para começar, após o fim da guerra contra a vizinha do norte, a Coreia do Sul abraçou o capitalismo sem pruridos ideológicos, enquanto o Brasil nunca foi verdadeiramente capitalista e sempre viu a economia de mercado com certa desconfiança. O governo coreano definiu que seu escopo seria a fixação da estratégia de crescimento econômico e a criação de condições para a modernização capitalista. As reformas que vieram a seguir tiveram essas duas diretrizes como base e o país teve um surpreendente surto de desenvolvimento a partir dos anos 70.

O êxito coreano se deve, entre outros, a cinco fatores: a reforma agrária implantada no pós-guerra, que diminuiu sensivelmente a pobreza rural; o programa educacional, com maciços investimentos na educação de base sem a cultura bacharelesca latino-americana; a adoção do planejamento familiar; a abertura para o exterior e priorização de indústrias voltadas à exportação; investimentos pesados em infraestrutura de transportes, comunicações e tecnologias de ponta.

A Coreia entendeu que o motor do crescimento econômico é a empresa, não o Estado, e que a figura central da criação de riqueza é o empreendedor, não o burocrata estatal. Curiosamente, a Coreia demorou para estabilizar seu sistema de governo, após titubear sob governantes autoritários e tumultos políticos. No ranking internacional, o país é considerado o mais inovador do mundo, o que somente é possível pelo respeito reverencial ao pesquisador, ao inventor, ao empreendedor e ao educador.

Já o Brasil não se libertou da cultura bacharelesca (que valoriza mais as letras que a tecnologia), do apego subserviente ao Estado (que desconhece a expressão “satisfação do cliente”, mesmo vivendo à custa deste) e da aceitação envergonhada da economia de mercado. Nosso país tem uma relação esquizofrênica com o capitalismo. Adotamos o sistema, mas tratamos mal seu principal ator – o empresário –, não conseguimos entender a lei da oferta e da procura e seguimos acreditando, ingenuamente, que para cada problema individual há sempre uma solução estatal.

Mas a grande revolução coreana foi na educação. Ao dar ênfase à educação das mulheres, uma legião de trabalhadoras qualificadas foi formada e a explosão populacional foi contida. Ao priorizar a educação de base, o analfabetismo foi vencido e a competência técnica foi adquirida. Ao concentrar os recursos (sempre escassos) no ensino tecnológico e no domínio das matemáticas, uma multidão de trabalhadores tecnicamente preparados lançou o país ao sucesso econômico.

Bem, não é preciso ir longe para entender o que a Coreia fez e o Brasil não…

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

 

Brave New World

Admirável Mundo Novo é um dos grandes clássicos que a literatura do século XX produziu. Aldous Huxley (1894-1963) escreveu a obra em 1932, antevendo um futuro cientificamente evoluído, porém altamente desumanizado. Na Ficção de Huxley, as pessoas deixaram de nascer para serem “decantadas” em laboratório – função do Estado totalitário que detém o monopólio sobre a reprodução humana. Desde os primeiros momentos de vida, as crianças são “predestinadas” para funções sociais específicas – num sistema semelhante ao de castas – através não somente de seu desenvolvimento biológico, mas também pela doutrinação via repetição incessante da ideologia do poder dominante – inclusive durante o sono dos pequeninos. A estabilidade social fora conquistada através da supressão de Deus, da literatura, do livre pensamento e pelo incentivo massivo ao consumo. Já a felicidade, atingida mediante quantidades racionadas de soma – uma droga utilizada para fugir da realidade, sem indesejados efeitos colaterais, e distribuída pelo Estado.

Não bastasse a enorme importância política da obra, como narrativa o trabalho é magnífico. É encantador acompanhar a trajetória de Bernard Marx, Lenina (os nomes são sim referência aos pensadores do comunismo) e o Selvagem – que não para de citar Shakespeare – em meio à massiva civilização do futuro.

Fica a critério do leitor manusear a interpretação da metáfora à realidade social.

Leitura obrigatória. Recomendação absoluta do blog.

O pensamento filosófico da Alemanha no século XIX

O pensamento filosófico da Alemanha no século XIX pode ser compreendido numa dialética entre sua contemporaneidade e – ao mesmo tempo – não contemporaneidade. Pensam-se as mudanças que ocorrem na França – no âmbito político – e na Inglaterra – no âmbito econômico, sem poder efetivamente realizar ação alguma. As realidades – francesa e inglesa – revelam um “atraso alemão”. Marx constata que a Alemanha não havia passado pelo estágio intermediário do desenvolvimento das nações modernas, pois não havia coesão entre as classes, de forma que só poderia ocorrer uma revolução se uma classe determinada fosse efetivamente oprimida por outra. Isso ocorre quando Marx toma conhecimento de estudos socialistas como o de Proudhon, e quando Engels lê os economistas ingleses. O contato com essas realidades diferentes da Alemanha exerce um efeito catalisador sobre os dois filósofos, que iria dar subsídios para o desenvolvimento da concepção materialista de história.

Em “Crítica da filosofia do direito de Hegel”, Marx afirma que a crítica à religião se completou na Alemanha. Refere-se aos trabalhos dos jovens hegelianos – em especial o de Ludwig Feuerbach em “A essência do cristianismo”– que expuseram o conteúdo da religião como conteúdo humano. Marx inverte o sujeito e o objeto ao afirmar que o homem criou Deus e não Deus criou o homem. Para Marx essa crítica à religião é o pressuposto de toda a crítica, pois sem que se quebrem essas bases não poderia haver transformação no Estado, que até ali era legitimado em grande parte pela religião. O homem deveria deixar com que a Razão dominasse seu pensar, permitindo a construção de uma sociedade antropocentrista par excellence, sem que elementos externos – no caso Deus e a Igreja – pudessem destituir dele o poder de mudar o próprio destino. É desse texto a famosa afirmação de Marx: “A religião é o ópio do povo”. Para o filósofo, as almejadas mudanças sociais só seriam viáveis quando o homem tomasse as rédias de sua vida como sujeito autônomo. Os écos históricos do péssimo exemplo da Igreja  medieval – e das posteriores guerras religiosas – como instrumento de dominação social não deixaram espaço para a religião no pensamento iluminista de Marx.

Para saber mais:

MARCUSE, Herbert – Razão e Revolução. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1978.

MARX, Karl. Manuscritos Econômico-Filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2005.

A Divisão do Trabalho em Adam Smith

Adam Smith, nos três primeiros capítulos de sua obra “A riqueza das nações”, apresenta uma série de argumentos que corroboram para a idéia de que o aprimoramento da produção é resultado direto da divisão do trabalho.

Segundo Smith, o grau de evolução de cada país pode, normalmente, ser medido pela diferenciação e divisão do trabalho. A produção individual – que se desenvolve do começo ao fim de um determinado produto – é entendida como uma forma primitiva de trabalho, o exemplo principal é o artesão. Por outro lado, em oposição, as manufaturas em que cada trabalhador responde apenas por uma tarefa específica na produção, são vistas como em estágio desenvolvido.

Smith afirma que “a divisão do trabalho, reduzindo a atividade de cada pessoa a alguma operação simples e fazendo dela o único emprego de sua vida, necessariamente aumenta muito a destreza do operário.”   Além disso, os trabalhadores não perderiam tempo passando de uma atividade a outra – sua cabeça estaria voltada unicamente para aquela simples atividade a ele atribuída. Movimento que, inclusive, aumenta as chances de o operário realizar mais rapidamente a tarefa, além de pensar em possíveis soluções como a invenção e o aprimoramento de máquinas, que facilitariam seu trabalho.

Na visão de Adam Smith, a divisão do trabalho – em todas as áreas da produção, leva a riqueza universal às camadas mais baixas da população. O princípio da mais valia seria também aplicado à produção do trabalhador, o que invariavelmente levaria a uma dinâmica da economia:

“Cada trabalhador tem para vender uma grande quantidade de seu próprio trabalho, além daquela que ele mesmo necessita; e pelo fato de todos os outros trabalhadores estarem exatamente na mesma situação, pode ele trocar grande parte de seus próprios bens por uma grande quantidade, ou – o que é a mesma coisa – pelo preço de grande quantidade de bens desses outros. Fornece-lhes em abundância aquilo de que carecem, e estes, por sua vez, com a mesma abundância, lhe fornecem aquilo de que ele necessita; assim é que em todas as camadas da sociedade se difunde uma abundância geral de bens”.

A questão é colocada em nível universal quando Smith afirma que “sem a ajuda e cooperação de muitos milhares não seria possível prover às necessidades, nem mesmo de uma pessoa de classe mais baixa de um país civilizado”  . O contraponto é que a divisão do trabalho pode não ser importante para muitos reis da África, que são “senhores absolutos das vidas e das liberdades de 10 mil selvagens nus”  , pois certamente as necessidades desses reis não seriam maiores do que a de um camponês europeu. Entretanto não há dúvidas de que assim que sentidos os benefícios da divisão do trabalho, não pode haver caminho de volta, pois, para Smith, este não é o sentido do desenvolvimento.

A origem da divisão do trabalho estaria na tendência do homem – apresentada de certa forma como natural – de permutar, intercambiar e trocar uma coisa pela outra. Além disso, a diferença de talentos – expressa na produção – seria efetivamente útil ao homem – pois qualquer um pode comprar qualquer parcela da produção de outro talento, de acordo com suas necessidades.

Outra questão importante é a extensão da divisão do trabalho, que nunca irá ultrapassar o poder de troca – pois, efetivamente, a produção não deve ser maior do que a demanda – ou não haverá estímulo a produzir, já que será impossível permutar toda a produção. Justamente por isso a extensão do mercado deve ser proporcional à riqueza e a reduzida densidade demográfica da região. Logo, o sentido é que o mercado do mundo todo seja aberto à produção.

Tempo, Disciplina de Trabalho e Capitalismo Industrial

Thompson

E.P.Thompson é um autor emblemático. Ao mesmo tempo em que se denominava marxista, sendo um dos fundadores da New Left inglesa, negava alguns dos dogmas mais tradicionais do grupo. Para ele, a metáfora da infra-estrutura, proposta por Marx, não daria conta de explicar a realidade. E uma mudança nessa perspectiva se fazia necessária. Não seria a economia um fator determinante sobre o cultural, mas justamente o contrário, a cultura teria um papel de orientar as mudanças históricas, e até econômicas. Dois conceitos são caríssimos à Thompson:

1. Experiência: O que possibilitou o desenvolvimento da classe operária não é mais entendido como uma ação determinante e externa da infraestrutura sobre o proletariado, mas pelo contrário, Thompson entende que a classe forjou para si uma experiência, ainda no século XVIII, que possibilitaria o seu constituir-se , o se fazer da classe (verbo make).

2. Tradição: Movimentos como o ludismo são entendidos como uma espécie de « rebeldia conservadora », uma tentativa de agir contra a modernização, e não mais como movimentos revolucionários. De forma alguma havia articulação política ou unidade na resistência às transformações. A classe operária resistiria cotidianamente, apenas apegando-se à tradição e aos valores do passado.

Para Thompson a percepção e apreensão do tempo não são sentidos de forma natural, mas através da cultura. Trata-se de uma experiência histórica, forjada coletivamente. Com a revolução industrial, e a popularização do relógio, o tempo começou a ser controlado minuciosamente, tornando-se instrumento de controle e disciplina fabril. Entretanto, para que se institucionalize o tempo uma série de conflitos culturais, e tentativas de resistência ocorrem, vencendo ao cabo a percepção forjada, burguesa. E o tempo definitivamente deixou de ser sentido de forma sideral, sendo logo moralizado, tornando-se sinônimo de dinheiro.

A Metrópole e a Vida Mental

Em seu texto, “A metrópole e a vida mental”, Georg Simmel afirma que os problemas mais graves da vida moderna nascem na tentativa do indivíduo de preservar sua autonomia e individualidade em face das esmagadoras forças sociais. Esta seria a mais recente transformação da luta do homem com a natureza para sua existência física. Segundo o autor, o século XVIII exigiu a especialização do homem e de seu trabalho, e conclamou que se libertasse de suas dependências históricas quanto ao Estado e à religião, à moral e a economia. Dentre todas essas posições, o homem resistiria a ser nivelado e uniformizado por mecanismos sócio-tecnológicos. O autor pergunta então, como a personalidade se acomoda no ajustamento às forças externas.

Segundo Simmel, há um profundo contraste entre a vida na cidade e a vida no campo. O autor afirma que a metrópole extrai do homem uma quantidade diferente de consciência, sendo que a vida da pequena cidade descansa mais sobre relacionamentos profundamente sentidos e emocionais, ou seja, o homem metropolitano reagiria com a cabeça em lugar do coração: “A reação aos fenômenos metropolitanos é transferida àquele órgão que é menos sensível e bastante afastado da zona mais profunda da personalidade. A intelectualidade, assim se destina a preservar a vida subjetiva contra o poder avassalador da vida metropolitana”.

Entende-se, dessa forma, que a pessoa intelectualmente sofisticada é indiferente a toda a individualidade genuína que resulta em relacionamentos e reações que não podem ser exauridos com operações lógicas. Essa razão que dá lugar às emoções é expressa no exercício de transformação de indivíduos em números, reduzindo assim toda qualidade e individualidade à questão: quanto? Este aspecto contrasta profundamente com a natureza da pequena cidade, em que o inevitável conhecimento da individualidade produz diferentes tons de comportamento que vão além do mero balanceamento objetivo de serviços e retribuição. A metrópole, em contraste, é provida quase que inteiramente pela produção para o mercado, ou seja, para compradores desconhecidos que nunca entram pessoalmente em contato com o produtor. Simmel ainda afirma que “através dessa anonimidade, os interesses de cada parte adquirem um caráter impiedosamente prosaico; e os egoísmos econômicos intelectualmente calculistas de ambas as partes não precisam temer qualquer falha devida aos imponderáveis das relações pessoais”. Esse caráter assumido pelas relações metropolitanas estaria intrinsecamente ligado à economia do dinheiro. Como exemplo dessa conjuntura Simmel cita um historiador inglês: “ao longo de todo o curso da história inglesa, Londres nunca funcionou como o coração da Inglaterra, mas frequentemente como seu intelecto e sempre como sua bolsa de dinheiro!”.

“A mente do homem moderno se tornou mais e mais calculista”, afirma o autor. A economia do dinheiro criou uma exatidão na vida prática – através da matematização da natureza – que nunca tanto se pesou, calculou, ou se reduziu tanto os valores qualitativos a valores quantitativos. Através da difusão dos relógios de bolso, desenvolveu-se um tamanho controle do tempo sobre os indivíduos, que seria impossível realizar os afazeres típicos dos homens metropolitanos sem essa mais estreita pontualidade. “Assim, a técnica da vida metropolitana é inimaginável sem a mais pontual integração de todas as atividades e relações mútuas em um calendário estável e impessoal”.

Todo esse controle, expresso pela pontualidade, calculabilidade e exatidão são introduzidos à força na vida pela complexidade e extensão da existência metropolitana. São instrumentos que favorecem a exclusão de traços e impulsos irracionais e instintivos que visam determinar o modo de vida de dentro, em lugar de receber a forma de vida geral vinda de fora. Dessa forma, Simmel torna possível entender o ódio de homens como Ruskin e Nietzsche pela metrópole, pois descobriram o valor da vida fora de esquemas, passando então, a odiar também a economia do dinheiro e o intelectualismo da existência moderna.

Dessa forma entende-se a atitude blasé de determinados indivíduos e em especial das crianças metropolitanas – quando apresentam comportamento indiferente em relação às novidades do mundo sempre que comparadas às crianças de meios mais tranquilos. Essa atitude, segundo Simmel, é um dos dois extremos do comportamento humano influenciado pela vida moderna, no qual a pessoa, em meio à economia do dinheiro e controle rígido do tempo, mergulha em sua própria subjetividade sem se envolver com o ambiente externo. Além disso, há que se ressaltar o distanciamento cada vez maior dos concidadãos, muitas vezes através de uma espécie de desconfiança excessiva e de uma atitude de reserva em face às superficialidades da vida metropolitana. Essa reserva seria o fator que, aos olhos de pessoas de cidades pequenas, nos faz parecer frios e até mesmo um pouco antipáticos.

Simmel ainda apresenta a idéia de metrópole como ilustração do princípio da união em grupos sociais (partidos políticos, governos etc.). Esses grupos, inicialmente pequenos e coesos, por natureza, necessitam de regras para se manterem, diminuindo assim as liberdades individuais. Com o crescimento do grupo, a tendência observada em todos os casos é das regras ficarem menos rígidas, dando uma maior liberdade aos indivíduos que compõem o grupo. A antiga polis é um exemplo que parece ter o próprio caráter de uma cidade pequena. Eram constantes as ameaças externas, fazendo com que se desenvolvesse uma estrita coerência quanto aos aspectos políticos e militares, uma supervisão de cidadão pelo cidadão, um ciúme do todo contra o individual, tendo, por fim, a vida individual suprimida. Segundo o autor “isto produziu uma atmosfera tensa, em que os indivíduos mais fracos eram suprimidos e aqueles de naturezas mais fortes eram incitados a pôr-se à prova de maneira mais apaixonada”.

Simmel ainda faz uma comparação interessante entre cultura objetiva, que seria a cultura ligada a objetos, coisas, conhecimento, instituições; e a cultura subjetiva, que estaria ligada ao indivíduo. Para o autor há uma diferença grande no ritmo de crescimento das duas culturas. Enquanto a objetiva cresceu grandemente, motivada pela divisão do trabalho e sua crescente especialização – como em “O trabalho alienado” de Karl Marx – a cultura subjetiva cresceu lentamente ou pode até mesmo ter regredido em certos pontos como ética, idealismo, etc. “Não é preciso mais do que apontar que a metrópole é o genuíno cenário dessa cultura que extravasa de toda vida pessoal”.

Referência: SIMMEL, Georg. A metrópole e a vida mental. In: VELHO, Otávio G. (Org.). O fenômeno urbano. Rio de Janeiro: Guanabara, 4a. ed., 1987.