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Perseguição Religiosa em Nossos Dias

Lista de países mais opressores segundo a ONG Portas Abertas:

Para saber mais:  http://www.portasabertas.org.br

Aos meus queridos ateus

Os ateus sempre me chamaram a atenção. Na minha sala de aula, eles sempre foram os alunos mais curiosos, atentos, interessados, como no caso do Rafael, uma história que já compartilhei aqui com vocês. Mas quando falo de ateus não me refiro aos adolescentes rebeldes, os contestadores de autoridade que adoravam comprar uma briga com o professor de religião. Um deles, certa vez, num ato falho, disse numa das minhas aulas: “Graças a Deus, eu não acredito em Deus”… Não, não falo desses hippies de butique. Falo dos ateus genuínos, esses seres frequentemente agoniados, principalmente quando se veem diante das contradições e limites humanos, como a miséria, uma doença incapacitante ou a morte.

Sempre me comoveu a busca desses ateus, o embate entre a razão e o afeto, o inconformismo diante da beleza da vida e a brutalidade da morte, a convivência forçada e contraditória entre a fartura e a miséria, os contrastes que levam à pergunta ancestral: Onde está Deus?

Em nenhum momento me sinto superior a eles, como se eu fosse um ser iluminado, ou possuísse algo que eles não têm. Ao lado deles, me sinto simplesmente irmão. Talvez por isso, por esse respeito fraterno, minha relação com eles tenha sido tão serena ao longo de mais de três décadas na sala de aula.

No fundo, talvez o ateu genuíno apenas expresse essa perplexidade que nos visita diante das contradições, dos absurdos, das brutalidades da vida e do homem.

O papa Bento XVI, tão rotulado de insensível pela grande mídia, quando visitou o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, em maio de 2006, disse:

“Num lugar como este faltam as palavras. No fundo pode permanecer apenas um silêncio aterrorizado, um silêncio que é um grito interior a Deus: Senhor, por que silenciaste? Por que toleraste tudo isto? Onde estava Deus naqueles dias? Por que Ele silenciou?”

O Papa fazia eco a outro grito silencioso ali experimentado pelo escritor judeu Elie Wiesel, ele mesmo um sobrevivente do Holocausto, que, contando sua saga como prisioneiro naquele campo de morte no livro A Noite, diz:

“Voltávamos do trabalho uma tarde e vimos três forcas erguidas no centro do campo. Ao nosso redor, o pelotão dos S.S., com metralhadoras apontadas: a cerimônia tradicional. Três condenados algemados. Um deles, uma criança, um anjo de olhos tristes…

“Os três condenados subiram em suas cadeiras, juntos. Nos três pescoços foram colocados, ao mesmo tempo, os nós corrediços.
“– Viva a liberdade! – gritaram os dois adultos. O pequeno ficou calado.

“As cadeiras foram chutadas pelo carrasco e os três corpos caíram, num baque seco.

“– Onde está o bom Deus? Onde está? – perguntou alguém atrás de mim.

“Do fundo do meu coração, ouvi uma voz que lhe respondia:

“– Onde está Deus? Ali, pendurado naquela forca…”

Certa vez, assistindo ao programa Roda Viva, da TV Cultura, onde o entrevistado era o jornalista Paulo Francis, testemunhei um dos momentos mais angustiantes de um ateu genuíno. Francis, dotado de uma cultura enciclopédica, uma ironia corrosiva, debatia com seus entrevistadores como quem maneja uma espada afiada, no caso, sua língua ferina. Zombava da bancada, fazia piadas com os ataques, garantia o ibope com seu jeito característico e debochado de falar. Até que um dos presentes lhe perguntou: “E Deus, você acredita em Deus?”

Francis parou, ficou em silêncio por alguns insuportáveis segundos e disse: “Eu queria muito, muito mesmo, acreditar em Deus, mas não consigo. Viajei demais. Vi demais. Não consigo…”

O escritor português José Saramago, recentemente falecido, dizia coisa semelhante: “Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro…”

Em 1999, numa entrevista à jornalista Marília Gabriela, ele se declarava em paz com seu ateísmo. E acrescentava: “Não sou contra as religiões. Sou contra o poder daqueles que chamo de administradores das religiões.”

Respeito esses ateus genuínos. Admiro suas dúvidas, tão parecidas com as minhas. Sei, com um saber que não vem da compreensão intelectual, sei com minha alma infantil, ridiculamente infantil, que Deus existe. Nada mais que isso. Ou melhor, o que verdadeiramente me consola é saber que Ele sabe que eu existo. Mas não peçam para provar coisa alguma.

Quando o Rafael, meu aluno de 15 anos, me disse que não acreditava em Deus, me provocando, chamando para um debate inútil, eu apenas lhe respondi: “Tem problema não, Ele continua acreditando em você…”

Não há nada mais inútil para a fé que as certezas. Se há certezas, não há espaço para a fé, não há necessidade de fé. A fé só existe mesmo na escuridão. Sem ela, sem o risco do passo em falso, da corda bamba, não há como haver essa entrega gratuita, espontânea, infantil.

Por isso, creio em Deus ao modo de criança; porque sim.

Não me exijam argumentos, grandes elaborações intelectuais, fórmulas matemáticas, comprovações da Física quântica, da Metafísica, das moléculas da água, das considerações filosóficas. A minha fé não resistiria a tanta erudição.

Eu creio em Deus, repito, ao modo de criança. Sinto em mim, em tudo que há em mim, o seu amor silencioso, doce, terno, exigente, integrador. Um amor que não me poupa das agruras do deserto, mas é força para a travessia. Um amor que, em meio à sede ardente, sussurra em meus ouvidos, num eco, as palavras do Pequeno Príncipe, de Exupéry:

“O que torna belo o deserto é que ele esconde um poço, em algum lugar…”

Creio num Deus assim, que é amor em mim. Porque SIM…

(Eduardo Machado, no blog Estória das Histórias)

Esse homem foi condenado à morte no Irã por ser cristão. Ele pode se salvar: basta renunciar a Cristo

Não há um só país de maioria cristã, e já há muitos anos, que persiga outras religiões. Ao contrário: elas são protegidas. Praticamente todos os casos de perseguição a minorias religiosas têm como protagonistas correntes do islamismo — ou governos mesmo. Não obstante, são políticos de países cristãos — e Barack Obama é o melhor mau exemplo disto — que vivem declarando, como se pedissem desculpas, que o Ocidente nada tem contra o Islã etc. e tal. Ora, é claro que não! Por isso os islâmicos estão em toda parte. Os cristãos, eles sim, são perseguidos — aliás, é hoje a religião mais perseguida da Terra, inclusive por certo laicismo que certamente considera Bento 16 uma figura menos aceitável do que, sei lá, o aiatolá Khamenei…

O pastor iraniano Yousef Nadarkhani foi preso em 2009, acusado de “apostasia” — renunciou ao islamismo—, e foi condenado à morte. Deram-lhe, segundo a aplicação da sharia, três chances de renunciar à sua fé, de renunciar a Jesus Cristo. Ele já se recusou a fazê-lo duas vezes — a segunda aconteceu hoje. Amanhã é sua última chance. Se insistir em se declarar cristão, a sentença de morte estará confirmada. Seria a primeira execução por apostasia no país desde 1990. Grupos cristãos mundo afora se mobilizam em favor de sua libertação. A chamada “grande imprensa”, a nossa inclusive, não dá a mínima. Um país islâmico eventualmente matar um cristão só por ele ser cristão não é notícia. Se a polícia pedir um documento a um islâmico num país ocidental, isso logo vira exemplo de “preconceito” e “perseguição religiosa”.

Yousef Nadarkhani é um de milhares de perseguidos no país. Sete líderes da fé Baha’i tiveram recentemente sua pena de prisão aumentada para 20 anos. Não faz tempo, centenas de sufis foram açoitados em praça pública. Eles formam uma corrente mística do Islã rejeitada por quase todas as outras correntes — a sharia proíbe a sua manifestação em diversos países.

Há no Irã templos das antigas igrejas armênia e assíria, que vêm lá dos primórdios do cristianismo. Elas têm sido preservadas. Mas os evangélicos começaram a incomodar. Firouz Khandjani, porta-voz da Igreja Evangélica do Irã, teve de deixar o país. Está exilado na Turquia, mas afirmou à Fox News que está sendo ameaçado por agentes iranianos naquele país.

Por Reinaldo Azevedo

Deu na Veja:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/este-homem-foi-condenado-a-morte-no-ira-por-ser-cristao-ele-pode-se-salvar-basta-renunciar-a-cristo/

Série Evidências: As Origens da Filosofia


O tempo não apaga toda a história. Sob os escombros da terra a arqueologia encontra registros do que aconteceu antes de nós. É só escavar. E mesmo que as palavras neguem, as evidências a estão aí para serem estudadas.

O Dr. Rodrigo Silva apresenta o programa Evidências na TV Novo Tempo (canal 17 da SKY) todas as sextas, às 20h30, com horários alternativos durante a semana. No formato documentário, o programa oferece 30 minutos de conhecimento, temas polêmicos, respostas para questionamentos e o despertar de outras perguntas, valorizando a busca por conhecimento, e escavando as respostas. O programa está no ar desde 2007.

FICA A RECOMENDAÇÃO ABSOLUTA DESTE BLOG.

Se você não tem SKY assista no site da TV Novo Tempo os programas exibidos recentemente:

http://novotempo.com/evidencias/

Abaixo é possível assistir a dois programas que tiveram como tema As Origens da Filosofia. A explanação é brilhante.

PARTE 1: http://blip.tv/evidenciasnt/evidencias-o-princípio-da-filosofia-parte-1-2011-5342694

PARTE 2: http://blip.tv/evidenciasnt/evidencias-o-princípio-da-filosofia-parte-2-2011-5357268

SOBRE O APRESENTADOR:

Rodrigo Silva é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção (SP), com pós-doutorado em arqueologia bíblica pela Andrews University (EUA). É graduado em teologia e filosofia e mestre em Teologia Histórica. Atualmente está concluindo seu segundo doutorado em arqueologia clássica pela USP. Participou de diversas escavações no Oriente Médio e hoje leciona arqueologia e Teologia no UNASP – Universidade Adventista de São Paulo – campus Engenheiro Coelho, SP, além de dirigir o Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork sediado no mesmo campus. É também o autor dos livros: “Eles criam em Deus”, “escavando a verdade” e “a arqueologia e Jesus”(CPB).

Por sua forma didática e explicativa que apresenta e desperta a curiosidade o apresentador Rodrigo Silva já participou de diversas entrevistas em conceituados canais de comunicação no Brasil. Na Rede Globo foi entrevistado três vezes por Jô Soares em seu “talk show” (Programa do Jô). Também já teve artigos publicados em periódicos, entrevistas em rádio, fontes para matérias entre outros. Confirmando a credibilidade com que desenvolve seus estudos e pesquisas e com a qual o telespectador pode contar ao assistir Evidências.

Filósofo Pondé conta por que deixou de ser ateu

O texto abaixo foi publicado por Michelson Borges em seu site criacionismo.com.br. Parabéns ao Michelson.

Revista Veja da semana passada (13/7) publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Pondé diz que “a esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano. Ninguém sai de um jantar inteligente para se olhar no espelho e ver um demônio. Não: todos se veem como heróis que estão salvando o mundo por andar de bicicleta”. Sobre sexo, ele diz: “Eu considero a revolução sexual um dos maiores engodos da história recente. Criou uma dimensão de indústria, no sentido da quantidade, das relações sexuais – mas na maioria elas são muito ruins, porque as pessoas são complicadas.”

Leia aqui mais alguns trechos da entrevista:

Por que a política não pode ser redentora?

O cristianismo, que é uma religião hegemônica no Ocidente, fala do pecador, de sua busca e de seu conflito interior. É uma espiritualidade riquíssima, pouco conhecida por causa do estrago feito pelo secularismo extremado. Ao lado de sua vocação repressora institucional, o cristianismo reconhece que o homem é fraco, é frágil. As redenções políticas não têm isso. Esse é um aspecto do pensamento de esquerda que eu acho brega.

Essa visão do homem sem responsabilidade moral. O mal está sempre na classe social, na relação econômica, na opressão do poder. Na visão medieval, é a graça de Deus que redime o mundo. É um conceito complexo e fugidio. Não se sabe se alguém é capaz de ganhar a graça por seus próprios méritos, ou se é Deus na sua perfeição que concede a graça. Em qualquer hipótese, a graça não depende de um movimento positivo de um grupo. Na redenção política, é sempre o coletivo, o grupo, que assume o papel de redentor. O grupo, como a história do século 20 nos mostrou, é sempre opressivo.

Em que o cristianismo é superior ao pensamento de esquerda?

Pegue a ideia de santidade. Ninguém, em nenhuma teologia da tradição cristã – nem da judaica ou islâmica –, pode dizer-se santo. Nunca. Isso na verdade vem desde Aristóteles: ninguém pode enunciar a própria virtude. A virtude de um homem é anunciada pelos outros homens. Na tradição católica – o protestantismo não tem santos –, o santo é sempre alguém que, o tempo todo, reconhece o mal em si mesmo. O clero da esquerda, ao contrário, é movido por um sentimento de pureza. Considera sempre o outro como o porco capitalista, o burguês. Ele próprio não. Ele está salvo, porque reclica lixo, porque vota no PT, ou em algum partido que se acha mais puro ainda, como o PSOL, até porque o PT já está meio melado. Não há contradição interior na moral esquerdista. As pessoas se autointitulam santas e ficam indignadas com o mal do outro.

Quando o cristianismo cruza o pensamento de esquerda, como no caso da Teologia da Libertação, a humildade se perde?

Sim. Eu vejo isso empiricamente em colegas da Teologia da Libertação. Eles se acham puros. Tecnicamente, a Teologia da Libertação é, por um lado, uma fiel herdeira da tradição cristã. Ela vem da crítica social que está nos profetas de Israel, no Antigo Testamento. Esses profetas falam mal do rei, mas em idealizar o povo. O cristianismo é descendente principalmente desse viés do judaísmo.

Também o cristianismo nasceu questionando a estrutura social. Até aqui, isso não me parece um erro teológico. Só que a Teologia da Libertação toma como ferramenta o marxismo, e isso sim é um erro. Um cristão que recorre a Marx, ou a Nietzsche – a quem admiro –, é como uma criança que entra na jaula do leão e faz bilu-bilu na cara dele. É natural que a Teologia da Libertação, no Brasil, tenha evoluído para Leonardo Boff, que já não tem nada de cristão. Boff evoluiu para um certo paganismo Nova Era – e já nem é marxista tampouco. A Teologia da Libertação é ruim de marketing. É como já se disse: enquanto a Teologia da Libertação fez a opção pelo pobre, o pobre fez a opção pelo pentecostalismo.

O senhor acredita em Deus?

Sim. Mas já fui ateu por muito tempo. Quando digo que acredito em Deus, é porque acho essa uma das hipóteses mais elegantes em relação, por exemplo, à origem do universo. Não é que eu rejeite o acaso ou a violência implícitos no darwinismo – pelo contrário. Mas considero que o conceito de Deus na tradição ocidental é, em termos filosóficos, muito sofisticado. Lembro-me sempre de algo que o escritor inglês Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais brega de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em si mesmo. Minha posição teológica não é óbvia e confunde muito as pessoas. Opero no debate público assumindo os riscos do niilista. Quase nunca lanço a hipótese de Deus no debate moral, filosófico ou político. Do ponto de vista político, a importância que vejo na religião é outra. Para mim, ela é uma fonte de hábitos morais, e historicamente oferece resistência à tendência do Estado moderno de querer fazer a cura das almas, como se dizia na Idade Média – querer se meter na vida moral das pessoas.

Por que o senhor deixou de ser ateu?

Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu. Sou basicamente pessimista, cético, descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la. Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.

[Parabéns à Veja pela publicação desta entrevista. É quase um contraponto às muitas entrevistas com ateus publicadas nas páginas amarelas.]

Leia também: “Varella ou Pondé?”, “A vida em suspensão” e “Ateísmo cafona”.

Para saber mais: www.criacionismo.com.br

Dia Ilimitado

Tudo parecia perdido quando o número 119.104 foi tatuado em sua pele. Viktor Frankl, médico e psiquiatra austríaco de origem judaica, conheceu por dentro os horrores de Auschwitz e de outros campos de concentração do regime nazista.

Separado da família, destituído de sua profissão, desonrado na dignidade humana, foi numerado como um objeto qualquer. Sob trabalhos forçados e alimentação mínima, conheceu o significado da expressão farrapo humano.

Libertado no fim da guerra, Frankl revelou que nem a crueldade de seus carcereiros e muito menos as cercas foram capazes de aprisionar sua fé. A crença em um propósito superior o ajudou a conservar dentro de si uma direção para a vida quando nada fazia o menor sentido.

Ele testemunhou que as pessoas que cultivaram a sensibilidade espiritual e emocional suportaram melhor aquela trágica experiência do que outros de constituição física mais robusta. “Justamente para essas pessoas permanece aberta a possibilidade de se retirar daquele ambiente terrível para se refugiar num domínio de liberdade espiritual”, afirmou.

Você pode não ter enfrentado uma situação extrema. Porém, as pequenas tragédias do dia a dia, as desilusões de uma rotina que parece sem propósito são capazes de levar muitas pessoas a desejar a abreviação da própria existência. O que é sempre a pior escolha.

Lente divina – Há momentos de grande dor e ocasiões em que as feridas estão abertas. Elas não podem ser negadas. É impossível varrê-las para debaixo do tapete. Diante do inevitável, a saída mais sábia é colocar a vida transitória na perspectiva do que é eterno. Os olhos humanos só conseguem enxergar a real dimensão e propósito da vida com as lentes divinas.

Infelizmente, a visão espiritual debilitada pode aprisionar pessoas de grandes habilidades e talentos na cela escura da desesperança. Mas não precisa ser sempre assim. A missão de Jesus Cristo é destinada também a você. Ele disse: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Ele Me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele Me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4:18 e 19, NVI).

As palavras de Cristo não são apenas um discurso bonito. Elas inauguram Seu ministério terrestre marcado por ações poderosas. Foram proferidas em uma reunião de culto realizada no sábado (Lucas 4:16). O sábado foi um dia especial escolhido por Jesus para transformar a vida de pessoas com Seu toque restaurador. Por isso, é o dia da renovação espiritual.

Um homem paralítico havia trinta e oito anos se esparramava no chão à espera de um milagre. Foi num sábado que Cristo, atendendo ao desejo do enfermo, ordenou que se levantasse, pegasse a esteira onde estivera debruçado no longo infortúnio e caminhasse para uma vida de novas possibilidades (João 5:1-9). Um cego de nascença também passou a enxergar o brilho do Sol e a beleza da vida quando recebeu o toque de Cristo em um dia de sábado (João 9:1-41). Esses são apenas dois exemplos do dia escolhido por Cristo para dar o enfoque correto ao mandamento bíblico: “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo” (Êxodo 20:8).

O sábado é uma janela aberta para o propósito divino em sua vida

Lembrar-se do sábado é não se esquecer do Criador que santificou esse dia (Êxodo 20:11). É lembrar-se de que esse Criador não está distante. Ele toca a existência, aponta o sentido e liberta a vida humana de sua realidade limitada para as infinitas possibilidades do encontro com o Eterno.

por Guilherme Silva

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